A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou nesta segunda-feira (31) que o GDF ainda aposta no entendimento com os metroviários para impedir a paralisação prevista para começar nesta terça-feira (1º). Caso a negociação não avance, porém, o governo pretende levar o movimento à Justiça. Celina ressaltou que o direito de greve é constitucional, mas afirmou que caberá ao Judiciário avaliar a legalidade da paralisação caso o diálogo seja esgotado.
A reação ocorre depois de a categoria aprovar greve por tempo indeterminado, tendo como uma das principais reivindicações a realização de novo concurso público e a recomposição do quadro de empregados. O Metrô-DF sustenta, entretanto, que as negociações permanecem abertas e que não existe negativa do governo à realização do certame: o processo administrativo já tramita na Secretaria de Economia e recebeu aprovação da Subsecretaria de Gestão de Pessoas.
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O impasse também passou pelo Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região, onde uma reclamação pré-processual foi aberta para mediar as negociações. Em agosto, a proposta construída no âmbito da conciliação previa compromisso para publicação do edital destinado à contratação da organizadora do concurso, condicionado às etapas administrativas, fiscais e orçamentárias necessárias.
Celina também chamou atenção para o fato de a paralisação ocorrer em pleno período eleitoral e afirmou que uma greve neste momento pode provocar questionamentos sobre eventual motivação política. Enquanto governo e sindicato mantêm as últimas tratativas, a Secretaria de Transporte e Mobilidade informou que, caso o movimento seja confirmado, há previsão de manutenção de 80% da capacidade do Metrô-DF, reduzindo o impacto sobre os passageiros que dependem diariamente do sistema.




