O Banco de Brasília (BRB) afastou cautelarmente cinco empregados que tiveram atuação em áreas relacionadas às operações investigadas com o Banco Master. O grupo inclui dois ex-diretores — das áreas de Finanças e de Controle e Riscos — e três superintendentes. A medida foi autorizada pelo Conselho de Administração e executada no âmbito das apurações internas da instituição.
Os afastamentos ocorreram há cerca de três semanas, mas vieram a público nesta segunda-feira (14). Eles representam mais um movimento da atual administração para separar a estrutura do banco das decisões tomadas por antigos gestores durante a compra de carteiras de crédito do Master, hoje no centro de investigações sobre possíveis irregularidades.
A reação institucional ganhou força após a contratação de uma auditoria forense independente. O BRB afirma ter renovado integralmente sua diretoria executiva, reforçado controles internos e encaminhado resultados das apurações à Polícia Federal, ao Ministério Público Federal, ao Banco Central, à Comissão de Valores Mobiliários e ao Poder Judiciário.
O banco sustenta que foi vítima de atos criminosos e afirma que continuará buscando a responsabilização dos envolvidos e eventual ressarcimento de prejuízos. Em relação aos cinco afastados, porém, ressalta que a medida tem caráter cautelar e não representa julgamento antecipado sobre a responsabilidade individual de cada empregado.




