Esquerda não se entende numa disputada redes de intriga e vaidade
A esquerda do Distrito Federal tenta vender unidade para 2026, mas a disputa interna pela nominata proporcional já expõe uma briga incômoda dentro da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB.
O grupo marcou para terça-feira, 19 de maio de 2026, o lançamento das pré-candidaturas de Leandro Grass ao Governo do Distrito Federal e de Erika Kokay ao Senado. O evento será no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, a partir das 18h30, com a promessa de reunir lideranças partidárias, movimentos sociais e representantes do campo progressista.
No discurso, a chapa tenta se apresentar como unida contra o bolsonarismo e em defesa de um projeto alinhado ao governo Lula. Leandro Grass fala em “devolver o Distrito Federal à população”. Erika Kokay promete enfrentar o “bolsonarismo” e a “lógica mercadológica e excludente”.
Mas, longe do palco, o clima é outro.
O maior problema está na formação da chapa para a Câmara dos Deputados. O PT tem três mulheres disputando espaço para apenas duas vagas consideradas competitivas: Rosilene Corrêa, ex-Sinpro-DF; Márcia Abrahão, ex-reitora da Universidade de Brasília; e Vanessa é o Bicho, jornalista e ativista que recebeu cerca de 10 mil votos na eleição passada.
A solução ventilada nos bastidores seria empurrar parte do problema para o PCdoB. A ideia seria fazer o partido abrir mão de pré-candidaturas a deputado federal para acomodar Marivaldo Pereira e Roberto Policarpo. Com isso, o PT preservaria suas três mulheres na nominata.
O impasse tem um custo político: Geraldo Magela ficaria fora do arranjo. E o PCdoB, segundo fontes, não pretende aceitar a manobra sem reação.
A pergunta que circula nos bastidores é simples: se o PT quer acomodar todos os seus nomes, por que a conta teria de cair sobre o PCdoB, e não sobre o PV?
A federação ainda tenta manter Marivaldo Pereira, Geraldo Magela e Roberto Policarpo em “banho-maria”. Na prática, isso significa muita conversa, pouca definição e vaga insuficiente para tanta ambição.
Enquanto a esquerda se divide na proporcional, a majoritária tenta manter aparência de ordem. A federação deve lançar Leandro Grass ao GDF, Erika Kokay ao Senado e indicar informalmente Leila Barros, do PDT, como segundo voto ao Senado.
O cenário mostra que 2026 já começou faz tempo nos bastidores do DF. A esquerda tenta subir no palanque com discurso de unidade, mas a nominata revela uma briga interna difícil de esconder. Antes de enfrentar os adversários, PT, PV e PCdoB terão de resolver quem ganha espaço, quem cede lugar e quem ficará pelo caminho.
A narrativa e autoestima elevada fazem dos esquerdistas uma bomba para o DF.
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