O bispo Robson Rodovalho, fundador da Sara Nossa Terra, criticou publicamente a operação da Polícia Federal realizada nesta quarta-feira na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. Em postagem no Instagram, Rodovalho classificou a busca e apreensão como “absurda” e afirmou não ver justificativa para uma medida desse tipo, especialmente após a defesa sustentar que nenhum armamento foi localizado durante a ação.
A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, no contexto da apuração sobre armas registradas em nome de Bolsonaro. Segundo os relatos já divulgados, os agentes buscavam armas, munições, acessórios e documentos de registro. A defesa do ex-presidente, porém, afirma que já havia informado às autoridades o paradeiro dos armamentos e que a diligência terminou sem apreensão relevante — o tipo de roteiro que Brasília conhece bem: barulho na porta, holofote ligado e resultado magro.
Na publicação, Rodovalho disse considerar “lamentável” o caminho tomado pela Justiça brasileira e transformou o episódio em crítica política e institucional. A fala do bispo entra no mesmo ambiente de reação de aliados do ex-presidente, que veem nas novas medidas contra Bolsonaro mais um capítulo de pressão judicial sobre a direita, enquanto o ex-chefe do Executivo segue em prisão domiciliar por razões de saúde.
O caso se soma a outros desdobramentos acompanhados pelo DFMobilidade, como a matéria PGR defende manter Bolsonaro em prisão domiciliar e o registro Flávio vai a Moraes pedir prisão domiciliar para Bolsonaro e relata melhora no quadro de saúde do ex-presidente. A nova ofensiva reacende o debate sobre os limites das decisões judiciais contra Bolsonaro e reforça, entre seus apoiadores, a percepção de que o ex-presidente continua no centro de uma disputa que já ultrapassou o campo jurídico e entrou definitivamente no terreno político.




