Arruda e Capelli torram R$ 67 mil para impulsionar redes sociais contra Celina

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R$ 67 mil na artilharia anti-Celina: Cappelli e Arruda compram alcance nas redes sociais 

A eleição ainda nem abriu oficialmente as urnas da propaganda, mas a artilharia digital já começou a disparar. Entre 5 de abril e 5 de julho, Ricardo Cappelli colocou cerca de R$ 39 mil em anúncios no Facebook e no Instagram, enquanto José Roberto Arruda desembolsou R$ 28,2 mil. Juntos, os dois despejaram R$ 67,2 mil no algoritmo. Não há, até aqui, prova de operação coordenada entre as campanhas — é bom deixar isso escrito em letras garrafais —, mas, no tabuleiro político, a convergência é cristalina: ambos precisam desgastar Celina Leão para justificar a própria presença na disputa.

Cappelli lidera o ranking de gastos como quem tenta resolver no cartão aquilo que ainda não resolveu no território: criar raízes políticas em Brasília. Carioca, ex-integrante de governos petistas e homem de confiança de Flávio Dino, ele permaneceu 23 dias como interventor federal na Segurança Pública do Distrito Federal e agora tenta transformar essa passagem relâmpago em escritura eleitoral do Buriti. Convenhamos: é um currículo curioso. O sujeito pousa de paraquedas, fica pouco mais de três semanas, recebe o título de cidadão honorário e, ato contínuo, apresenta-se como conhecedor da alma brasiliense. O DFMOBILIDADE já havia alertado para a movimentação do grupo político que tenta ocupar espaço no Distrito Federal.

Arruda, por sua vez, investe R$ 28,2 mil para vender novidade onde Brasília enxerga reprise. O ex-governador carrega condenações por improbidade administrativa e, em junho de 2026, teve mais uma condenação mantida pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios no âmbito da Operação Caixa de Pandora. Em bom português: o anúncio pode ser novo, o filtro pode ser moderno e o vídeo pode até vir com música emocionante, mas o prontuário político continua em alta definição. Como mostrou o DFMOBILIDADE, os bens bloqueados e as decisões judiciais seguem cobrando a fatura do passado de Arruda.

Pois bem: Cappelli e Arruda são personagens diferentes, vindos de mundos políticos distintos, mas hoje frequentam a mesma trincheira eleitoral. Um tenta convencer Brasília de que 23 dias bastam para conhecê-la; o outro tenta persuadir o eleitor de que condenações podem ser soterradas por impulsionamento. No meio disso, Celina permanece como o alvo comum porque lidera a corrida e obriga os adversários a gastar para tentar encurtar a distância. O DFMOBILIDADE mostrou que a governadora aparece na frente e pode até vencer no primeiro turno. Na política, dinheiro não compra voto automaticamente — mas compra repetição, barulho e uma boa tentativa de fabricar musculatura onde as pesquisas ainda mostram anemia.

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