A bancada do Partido Liberal (PL) no Senado decidiu votar contra a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A orientação foi oficializada em nota divulgada nesta terça-feira (14), determinando que os senadores da sigla sigam o posicionamento definido pelo partido nas votações. A decisão ocorre em meio a um calendário de deliberações estratégicas para a legenda nas próximas semanas.
No comunicado, o partido afirma que o fechamento de questão — mecanismo que impõe voto conjunto à bancada — representa um esforço de coesão interna diante de temas de grande relevância nacional.
O PL avalia que o momento não é adequado para a nomeação de novos ministros. A sigla cita um cenário de “instabilidade institucional”, além de críticas recentes ao desempenho da Corte e a um suposto distanciamento entre Judiciário, Legislativo e sociedade.
Os líderes da sigla também argumentam que a escolha de um nome com alinhamento político-partidário pode comprometer a independência do Supremo, afetar a separação entre os Poderes e prejudicar a credibilidade do Judiciário.
Outra pauta estratégica para o partido de Jair Bolsonaro no Congresso é a derrubada do veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao chamado PL da Dosimetria. A proposta, uma vez analisada pelo Legislativo, poderá beneficiar diretamente o ex-presidente com a redução de pena. Atualmente, Bolsonaro cumpre, em prisão domiciliar, 26 anos e três meses de detenção.
Para o PL, a derrubada do veto de Lula pode favorecer a “pacificação nacional” e contribuir para o reequilíbrio institucional. Segundo a legenda, a posição adotada reflete o compromisso com a justiça e com a preservação das liberdades individuais.
A nota é assinada pelo líder da bancada no Senado, Carlos Portinho, além dos vice-líderes Izalci Lucas, Jorge Seif e Jaime Bagattoli, e do senador Rogério Marinho.




