Em um movimento que mistura diplomacia esportiva com uma generosa dose de marketing político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu que o Palácio do Planalto agora também funciona como sede técnica da Seleção Brasileira.
Em conversa recente com o técnico Carlo Ancelotti, o mandatário federal buscou alinhar as “condições” para que Neymar Jr. esteja presente na Copa do Mundo de 2026. Lula disse que o técnico pediu opinião do Presidente da República sobre uma possível convocação. Quem acredita nesse papo?
Enquanto o país lida com questões econômicas urgentes, o governo federal parece acreditar que a prioridade nacional reside na saúde do tornozelo do camisa 10. Lula, conhecido por gostar de dar palpites em escalações alheias, tenta agora garantir que o craque — que vive uma relação de altos e baixos com a opinião pública e com a própria forma física — seja o pilar do projeto do hexa. Para observadores atentos, a manobra soa como uma tentativa de pegar carona no sentimento patriótico, na esperança de que os gols de Neymar ajudem a camuflar os índices de popularidade oscilantes do governo.
A ironia não passa despercebida: o governo que critica a “elite” gasta tempo de agenda oficial para mediar a situação de um dos atletas mais bem pagos do planeta. Entre um café e outro com Ancelotti, fica a dúvida se o presidente também discutiu táticas para conter a inflação ou se o foco é apenas o esquema 4-3-3.
A impopularidade é tão grande que ele gasta tempo tentando escalar um Bolsonarista.
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