A Air Canada anunciou o cancelamento de todos os seus voos com origem e destino no Aeroporto Internacional John F. Kennedy, em Nova York.
A suspensão da rota entra em vigor no início de junho e deve durar até o final de outubro.
A medida é uma resposta direta à grave crise de combustível de aviação impulsionada pelos recentes conflitos no Oriente Médio. Apesar do corte no JFK, a companhia continuará atendendo a região metropolitana de Nova York pelos aeroportos de LaGuardia e Newark.
A decisão acompanha uma alta agressiva nos custos de operação de todo o setor aéreo.
O preço do querosene de aviação praticamente dobrou desde o final de fevereiro, atingindo a marca de 198 dólares por barril, segundo o monitoramento da Associação Internacional de Transporte Aéreo.
No mercado norte-americano, o custo do galão saltou de 2,50 dólares para quase 4,90 dólares em pouco mais de um mês.
O forte impacto financeiro tem forçado companhias de todo o mundo a reestruturar suas malhas logísticas.
A operadora holandesa KLM informou que cancelará cerca de 160 voos europeus no próximo mês por falta de viabilidade financeira nas rotas.
A britânica easyJet alertou para um prejuízo milionário no semestre, enquanto a United Airlines comunicou aos funcionários o corte temporário de voos não lucrativos.
O enxugamento também atinge a Ásia, com a suspensão de rotas por empresas como a Vietnam Airlines e companhias chinesas.
O cenário aponta para uma recuperação lenta, sem alívio imediato para os passageiros e empresas.
Autoridades do setor indicam que a normalização do fornecimento do combustível refinado pode levar meses, com alertas de que a Europa pode esgotar suas reservas operacionais em poucas semanas.
Analistas de aviação destacam ainda que os expressivos aumentos nas tarifas de passagens repassados aos consumidores durante esta crise dificilmente serão revertidos, mesmo quando o valor do barril de petróleo voltar à normalidade.



