Múcio pede desculpas a Van Hattem e promete providências após tensão com general na Câmara

Foto: José Cruz/Agência Brasil
Foto: José Cruz/Agência Brasil

O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, pediu desculpas ao deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) após o episódio envolvendo o general Emílio Vanderlei Ribeiro, chefe da assessoria do Exército no Congresso Nacional. A informação foi relatada pelo próprio parlamentar em entrevista ao programa ALive, segundo publicação do portal Claudio Dantas nesta quarta-feira, 6 de maio de 2026.

O caso ganhou repercussão depois de uma discussão ocorrida na Câmara dos Deputados, na semana passada, após reunião da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN). Van Hattem havia feito críticas ao comandante do Exército, general Tomás Paiva, durante pronunciamento no colegiado. Na saída da comissão, o deputado foi abordado pelo general Emílio, e os dois tiveram uma troca de palavras em tom áspero.

Segundo Van Hattem, além do pedido de desculpas, José Múcio teria informado que providências seriam adotadas em relação ao militar. O parlamentar também afirmou que o general Emílio foi afastado das reuniões da comissão e disse esperar que ele também seja retirado da função que exerce junto ao Congresso.

O episódio expõe mais um capítulo da tensão entre setores da oposição e integrantes das Forças Armadas, especialmente em debates que envolvem a atuação institucional do Exército e a relação entre militares, Parlamento e Supremo Tribunal Federal (STF). Van Hattem, que exerce mandato pelo Rio Grande do Sul, tem atuação marcada por discursos duros na Câmara e aparece nos registros oficiais da Casa como deputado federal pelo Novo.

A situação também coloca o Ministério da Defesa no centro de uma crise política delicada. José Múcio, atual titular da pasta, chefia uma área sensível do governo federal e tem buscado manter canais de diálogo entre o Executivo, os comandos militares e o Congresso Nacional. O próprio portal do Ministério da Defesa identifica Múcio como ministro de Estado da Defesa.

Na prática, o pedido de desculpas funciona como tentativa de conter o desgaste institucional antes que o caso avance para medidas formais no Legislativo. Ainda assim, a cobrança por providências mostra que o episódio deixou de ser apenas uma discussão de corredor e passou a envolver a relação entre autoridade parlamentar, hierarquia militar e respeito ao funcionamento do Congresso.

A crise, agora, dependerá dos próximos passos do Ministério da Defesa e do Exército. Se houver punição ou substituição do general, o gesto será lido como resposta direta à pressão parlamentar. Se não houver consequência concreta, a oposição deve manter o tema vivo na Câmara — e, em Brasília, assunto mal resolvido costuma ganhar pernas. Às vezes, até farda.

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