Celina Leão entra em cena e mostra que política também se faz apagando incêndio

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No momento em que o bolsonarismo voltou a expor suas fraturas internas, Celina Leão apareceu menos como figurante e mais como operadora de bastidor. A governadora do Distrito Federal e a senadora Damares Alves tiveram uma conversa de cerca de três horas com Michelle Bolsonaro no Palácio do Buriti, após a ex-primeira-dama deixar o comando do PL Mulher e cogitar até se afastar do partido e da disputa ao Senado pelo DF.

Celina entendeu o ponto central da crise: Michelle não é apenas um nome eleitoral, mas um ativo simbólico para a direita, especialmente entre mulheres e evangélicos. Ao atuar para conter a saída da ex-primeira-dama, a governadora mostrou leitura de tabuleiro, sangue frio e senso de oportunidade — três qualidades raras quando a política vira incêndio em grupo de família.

A habilidade de Celina está justamente em não fazer barulho onde o silêncio rende mais. Enquanto parte do clã Bolsonaro ampliava a crise, ela entrou pela lateral, conversou, ponderou e ajudou a preservar uma ponte estratégica para 2026. Não é pouca coisa: em política, às vezes, vencer não é discursar mais alto, mas impedir que o aliado bata a porta.

O episódio reforça uma marca que Celina tenta consolidar no DF: a de liderança que combina gestão, articulação e instinto político. No Buriti, ela administra governo; nos bastidores, costura alianças. E, desta vez, como uma verdadeira  Bombeira, ajudou a evitar que uma labareda familiar virasse incêndio eleitoral.

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