Nova rodada BTG/Nexus mostra petista com 40% contra 35% no primeiro turno, mas distância cai para apenas três pontos no confronto direto; Caiado também aparece tecnicamente empatado com o presidente
A nova rodada da pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 10 de agosto, mantém Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança da corrida presidencial, mas entrega ao governo um resultado bem menos confortável quando a disputa afunila. No principal cenário de primeiro turno, Lula aparece com 40% das intenções de voto, contra 35% de Flávio Bolsonaro (PL). Ronaldo Caiado (PSD) soma 5%, Renan Santos (Missão), 4%, e Romeu Zema (Novo), 3%.
O problema para o Planalto surge no segundo turno. Lula registra 47% contra 44% de Flávio Bolsonaro, diferença de apenas três pontos e dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Na rodada anterior, o placar era 46% a 45%. Ou seja: Lula continua numericamente à frente, mas a eleição permanece aberta e longe de qualquer cenário de tranquilidade para quem já ocupa a Presidência e busca mais quatro anos no poder.
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Ronaldo Caiado também aparece competitivo numa eventual disputa direta: Lula marca 46% e o ex-governador de Goiás, 42%, resultado igualmente tratado como empate técnico. Já contra Romeu Zema, Lula aparece com 47% a 40%; diante de Renan Santos, o placar é de 46% a 37%. A fotografia reforça uma característica já observada em levantamentos anteriores: o presidente conserva vantagem quando o campo oposicionista está pulverizado, mas encontra uma disputa muito mais apertada quando o eleitor é obrigado a escolher entre apenas dois nomes.
A pesquisa ouviu 2.001 eleitores por telefone entre 7 e 9 de agosto, nas 27 unidades da Federação, e tem margem de erro de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Outro dado ajuda a explicar por que a disputa está tão cristalizada: 74% dos entrevistados que já escolheram um candidato dizem que não pretendem mudar o voto. Entre eleitores de Lula, esse índice chega a 83%; entre os de Flávio Bolsonaro, a 80%. Se há alguma certeza nessa eleição, portanto, é que convencer quem já escolheu um lado ficará cada vez mais difícil — e o segundo turno promete ser decidido onde ainda houver eleitor disponível.




