O governo Lula anunciou nesta quinta-feira (17) um reajuste de cerca de 15% no Bolsa Família, elevando o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691. A decisão foi apresentada apenas 17 dias depois de o próprio Ministério do Planejamento afirmar que não havia previsão de aumento no programa. O novo valor começa a ser pago em outubro.
Em 31 de agosto, na apresentação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, declarou que a proposta não contemplava reajuste do Bolsa Família. O Orçamento enviado ao Congresso reservou R$ 157,1 bilhões para o programa e manteve, naquele momento, o piso de R$ 600.
Agora, o governo estima que o aumento terá impacto de R$ 5,8 bilhões ainda em 2026 e de aproximadamente R$ 22 bilhões em 2027. Moretti afirmou que a despesa será absorvida pelo espaço fiscal dos dois exercícios e que a proposta orçamentária do próximo ano terá de ser ajustada durante sua tramitação no Congresso.
A mudança ocorre em plena reta final eleitoral: o primeiro turno está marcado para 4 de outubro, exatamente 17 dias após o anúncio. O governo sustenta que o reajuste recompõe a inflação acumulada desde 2023; o benefício mínimo estava congelado em R$ 600 desde a retomada do programa naquele ano.




