O senador Flávio Bolsonaro reagiu com críticas diretas à decisão do ministro Alexandre de Moraes, que determinou à Polícia Federal a abertura de inquérito para investigá-lo por possível crime de injúria contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A investigação foi instaurada após uma publicação feita pelo parlamentar nas redes sociais em janeiro de 2026, na qual ele associou Lula ao regime venezuelano de Nicolás Maduro. A apuração terá prazo inicial de 60 dias para diligências da PF.
Em nota, Flávio adotou um tom contundente e colocou em dúvida a base jurídica da medida. Segundo ele, a decisão causa “profunda estranheza” e seria “juridicamente frágil”, alegando que a publicação “carece de qualquer tipicidade penal”.
O senador foi além e afirmou que não houve imputação direta de crime ao presidente, sustentando que sua postagem apenas relatava fatos relacionados a Maduro. Ainda na manifestação, elevou o tom político ao classificar a abertura do inquérito como tentativa de cercear sua atuação parlamentar.
“A abertura deste inquérito configura uma tentativa clara de cercear a liberdade de expressão e o livre exercício do mandato”, declarou.
Flávio também resgatou episódios anteriores envolvendo decisões da Justiça Eleitoral e acusou o Judiciário de atuar de forma desigual no debate político, sugerindo a existência de “desequilíbrio democrático”.
Nos bastidores, o caso amplia a tensão entre integrantes da oposição e o Supremo Tribunal Federal, especialmente em um momento em que o senador já se posiciona como pré-candidato ao Palácio do Planalto.
A investigação agora segue sob condução da Polícia Federal, que deverá analisar o conteúdo da publicação e seus possíveis enquadramentos legais, em um cenário que mistura disputa jurídica e embate político — daqueles que prometem capítulos longos e barulhentos em Brasília.




