O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) convocou apoiadores para ocupar a Avenida Paulista, em São Paulo, no próximo 7 de Setembro, a partir das 15h. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o senador pediu que lideranças políticas, religiosas e comunitárias ampliem a mobilização, gravem seus próprios chamados e levem apoiadores ao ato. A campanha também reforçou o uso do verde e amarelo e de símbolos associados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
A escolha da data e do endereço está longe de ser casual. A Paulista e o Dia da Independência se consolidaram nos últimos anos como dois dos principais símbolos das mobilizações de rua ligadas a Jair Bolsonaro. Agora, Flávio tenta transportar esse capital político para sua própria candidatura, iniciada oficialmente em 16 de agosto com ato em Copacabana. Pelo calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a propaganda eleitoral está autorizada desde 16 de agosto, período em que passaram a ser permitidos comícios e outros atos de campanha.
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O ato terá ainda uma mudança relevante nos bastidores: Silas Malafaia não comandará a organização do 7 de Setembro pela primeira vez desde 2021. O pastor declarou apoio a Flávio, mas deixou a coordenação da manifestação. Com o PL assumindo maior protagonismo na montagem do evento, a Paulista funcionará também como um teste da capacidade do candidato de mobilizar diretamente a base política herdada do pai — justamente quando sua campanha precisa demonstrar força própria nas ruas.
A demonstração ocorrerá a menos de um mês do primeiro turno e no momento em que a disputa presidencial entra em sua fase mais intensa. Enquanto Flávio aposta na rua e pede explicitamente o voto 22 — já dentro do período autorizado para a propaganda eleitoral —, Lula deverá priorizar a agenda institucional do 7 de Setembro em Brasília. O feriado da Independência, portanto, deixa de ser apenas uma data no calendário: em plena campanha, a Paulista será uma espécie de termômetro para medir até onde Flávio consegue transformar a memória política do bolsonarismo em mobilização eleitoral própria.




