O mercado financeiro brasileiro encerrou a segunda-feira (13) com um movimento que não era visto há mais de dois anos: o dólar fechou abaixo de R$ 5. A moeda norte-americana recuou 0,29%, sendo cotada a R$ 4,9969, em um cenário marcado por volatilidade externa e ajustes nas expectativas dos investidores.
Na contramão da moeda, o Ibovespa avançou cerca de 0,4% ao longo do dia, aproximando-se de um novo recorde histórico. O desempenho positivo foi impulsionado pela melhora gradual do humor do mercado durante a tarde, refletindo uma leitura mais cautelosa — e até otimista — dos riscos internacionais.
O pano de fundo desse movimento está diretamente ligado às tensões no Oriente Médio, especialmente após o anúncio de um bloqueio naval no Estreito de Ormuz pelos Estados Unidos, medida que elevou o alerta global sobre o fornecimento de petróleo e seus impactos na economia mundial.
Apesar da escalada inicial, sinais de uma possível reabertura de negociações envolvendo o Irã ajudaram a aliviar parte da pressão sobre os mercados. Ainda assim, o ambiente segue sensível, com investidores atentos aos desdobramentos geopolíticos e seus reflexos nos preços das commodities.
No Brasil, o Banco Central já acendeu o sinal de alerta para o avanço das expectativas de inflação, influenciado principalmente pela alta do petróleo no cenário internacional. O recado é claro: o alívio no câmbio pode ser momentâneo, enquanto os riscos inflacionários continuam no radar.
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