O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (9) a reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal. A decisão também devolve Leandro Almada ao comando da Diretoria de Inteligência Policial e, na prática, suspende os efeitos do afastamento determinado pelo ministro André Mendonça no dia anterior.
Dino tomou a decisão no âmbito da ADPF 854, processo sob sua relatoria que acompanha a execução e a fiscalização das emendas parlamentares. O ministro considerou que a retirada dos dois dirigentes poderia comprometer investigações da Polícia Federal em andamento e determinou o restabelecimento imediato deles nas respectivas funções.
A decisão adiciona um novo capítulo à crise instalada no Supremo. Na terça-feira (8), a Segunda Turma chegou a formar maioria para manter o afastamento determinado por Mendonça, mas o julgamento não foi concluído após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Paralelamente, a Advocacia-Geral da União havia recorrido ao presidente do STF, Edson Fachin, contra a medida.
Com a ordem de Dino, Andrei Rodrigues reassume a chefia da Polícia Federal pouco mais de 24 horas depois de ser afastado. O episódio expõe uma situação incomum dentro do próprio Supremo: decisões de ministros em sentidos opostos passaram a produzir efeitos diretamente sobre o comando da principal polícia judiciária da União.




