A Cimed decidiu transformar a turbulência envolvendo as casas de apostas em oportunidade de expansão no futebol. O CEO da farmacêutica, João Adibe Marques, afirmou que a companhia tem interesse em ampliar fortemente sua presença nos clubes brasileiros e sinalizou que dirigentes atingidos por eventuais saídas de patrocinadores do setor de apostas podem procurar a empresa para negociar novos acordos. A declaração, feita nas redes sociais neste sábado (26), foi acompanhada por integrantes da companhia, que reforçaram o convite aos times interessados.
A movimentação ocorre justamente quando clubes das Séries A e B passaram a receber notificações de casas de apostas alertando para a possibilidade de revisão ou rompimento de contratos, dependendo das medidas que vierem a ser adotadas pelo governo federal para restringir o mercado. Atualmente, 14 dos 20 clubes da Série A têm empresas de apostas ocupando o principal espaço comercial de suas camisas, com contratos que movimentam centenas de milhões de reais por temporada.
A investida da Cimed, porém, não começa do zero. A companhia já mantém presença consolidada no futebol e informa oficialmente patrocínios a Palmeiras, Cruzeiro, Náutico, Botafogo-PB, Portuguesa e Pouso Alegre, além de ser patrocinadora das seleções brasileiras. A Confederação Brasileira de Futebol também inclui a farmacêutica entre seus parceiros comerciais.
João Adibe resumiu a estratégia ao dizer que a empresa sempre teve o sonho de patrocinar clubes em diferentes regiões do país. A declaração não significa que contratos estejam automaticamente fechados nem que a Cimed substituirá os valores atualmente pagos pelas bets, mas coloca a farmacêutica oficialmente no radar de dirigentes que buscam alternativas. Em um mercado acostumado a cifras infladas pelas apostas, começa agora uma nova disputa — desta vez, também fora das quatro linhas.




