Carestia pesa no bolso e 52% veem economia ruim sob Lula

Foto: reprodução
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A economia virou o ponto sensível do governo Lula. Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta sexta-feira, 3 de julho, mostra que 52% dos eleitores consideram ruim a situação econômica do país. O número traduz, em linguagem de urna e supermercado, uma insatisfação que não cabe mais no discurso oficial.

A inflação segue como vilã doméstica. Mesmo quando desacelera, continua mordendo onde dói mais: alimentação, moradia e despesas básicas. Em maio, o IPCA subiu 0,58%, pressionado principalmente por alimentos e bebidas. Na prática, o eleitor não mede economia por planilha; mede no carrinho, no botijão, na conta de luz e no susto do caixa.

O dado também ajuda a explicar por que a avaliação política do presidente segue atravessando turbulência. O DFMOBILIDADE já mostrou que Lula ainda patina na desaprovação, aponta Quaest e que, enquanto o consumidor aperta o cinto, bancos batem recorde sob Lula e lucram R$ 255 bilhões. Para quem vive de salário, a recuperação econômica parece chegar de jatinho para poucos e de ônibus lotado para muitos.

Apesar de 48% dos entrevistados ainda apostarem em melhora nos próximos meses, o recado político está dado: inflação e carestia corroem mais que renda, corroem confiança. O governo Lula tenta vender futuro, mas o eleitor está cobrando presente — e presente, no Brasil de hoje, começa pelo preço do almoço.

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