A General Motors concordou em pagar US$ 220 milhões para encerrar um litígio judicial promovido por autoridades estaduais nos Estados Unidos.
A montadora norte-americana foi acusada de monitorar o comportamento ao volante de milhões de proprietários sem a devida autorização e comercializar as informações com empresas de análise de risco do setor de seguros, resultando em altas injustificadas nos valores das apólices dos consumidores.
A captação dos dados operava entre 2016 e 2024 por meio do programa Smart Driver, recurso vinculado ao sistema de conectividade OnStar.
As investigações apontaram que o software registrava métricas de velocidade, acelerações bruscas, frenagens intensas, horários de circulação e geolocalização dos veículos.
Os relatórios eram repassados a empresas intermediárias como LexisNexis e Verisk, que revendiam os perfis de condução a seguradoras. As apurações revelaram ainda adesões automáticas ao serviço efetuadas por concessionárias sem o consentimento dos compradores, impulsionadas por metas financeiras e comissões de vendas.
O encerramento definitivo do Smart Driver ocorreu em meados de 2024, após denúncias públicas e a intervenção da Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos.
A decisão de 2026 proíbe a fabricante de compartilhar dados de localização e comportamento de direção por cinco anos, impondo a implementação de controles de privacidade e auditorias de proteção de dados.
No mercado sul-americano, a fabricante informou que a funcionalidade equivalente, denominada Condução Inteligente, foi descontinuada em junho de 2024 sem registro de compartilhamento de dados com terceiros na região.




