O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (29) que evitou tomar partido na eleição presidencial brasileira após um pedido direto de Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar de assegurar que respeitou a solicitação, o republicano voltou a criticar o processo eleitoral que garantiu a reeleição do petista e classificou o pleito como uma situação vergonhosa para o Brasil.
A declaração ocorre após Lula ter revelado, em setembro, durante entrevista à jornalista Christiane Amanpour, que pediu ao presidente americano para não interferir na disputa presidencial. Na ocasião, o brasileiro argumentou que a soberania eleitoral deveria ser respeitada e que as relações diplomáticas entre os dois países não poderiam ficar subordinadas aos interesses de uma campanha política.
Trump afirmou que acompanhou a votação sem manifestar apoio formal a qualquer candidato, mas demonstrou insatisfação com o resultado. O presidente americano também citou a forte reação negativa do mercado financeiro após a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro. Questionado sobre o reconhecimento da reeleição do petista, evitou uma resposta direta e limitou-se a afirmar que pretende conversar com o presidente brasileiro.
O posicionamento reforça a tensão diplomática provocada pelas manifestações de Trump desde o segundo turno, realizado em 25 de outubro. Embora tenha levantado suspeitas sobre a condução da eleição, o republicano não apresentou provas de fraude. A contradição política permanece evidente: Trump afirma ter atendido ao pedido de neutralidade feito por Lula, mas continua questionando publicamente o processo que assegurou mais um mandato ao presidente brasileiro.




