URGENTE – Bolsonaro recebe assistência médica em prisão domiciliar após autorização de Moraes

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teve autorizada a entrada de um médico e de uma enfermeira em sua residência, em Brasília, onde cumpre prisão domiciliar. A decisão foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (26), após solicitação apresentada pela defesa do ex-chefe do Executivo.

O pedido foi analisado e deferido no mesmo dia. Os profissionais autorizados são o médico Leandro Ribeiro Vaz e a enfermeira Renata Cardoso da Silva, responsáveis pelo acompanhamento de saúde do ex-presidente.

Embora a decisão judicial assegure a entrada de profissionais de saúde em situações de urgência, sem necessidade de comunicação prévia, os advogados optaram por solicitar autorização formal para o atendimento. Moraes determinou que os profissionais respeitassem os protocolos de segurança e as restrições estabelecidas para a residência.

O despacho também determinou a comunicação imediata à Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal e ao Núcleo de Custódia da Polícia Militar, responsáveis pelas providências relacionadas ao cumprimento das medidas judiciais.

A solicitação ocorreu um dia após o segundo turno das eleições presidenciais. Na manhã de segunda-feira, Bolsonaro também recebeu a visita do filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva na disputa pelo Palácio do Planalto.

Apesar da autorização, o documento judicial não esclarece a natureza do atendimento nem informa eventual agravamento do quadro clínico. O último boletim médico divulgado havia apontado estabilidade clínica, embora o ex-presidente apresentasse dificuldades de equilíbrio e sonolência associadas ao uso de medicamentos.

Condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados, Bolsonaro cumpre a pena em regime domiciliar por razões de saúde, depois de passar por unidades de custódia em Brasília.

A nova decisão não modifica as condições de cumprimento da pena. O episódio, entretanto, mantém em evidência a situação clínica do ex-presidente e a necessidade de acompanhamento médico durante o período de restrição de liberdade.

 

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