Projeções divulgadas pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) indicam que o fenômeno El Niño pode figurar entre os mais intensos da história.
O boletim meteorológico estima mais de 83% de probabilidade de o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial se manter em níveis fortes ou muito fortes até o primeiro trimestre de 2027, acendendo o alerta para a ocorrência de eventos climáticos extremos e alteração nos regimes de precipitação no Brasil.
O aquecimento anômalo do Pacífico altera a circulação atmosférica global, favorecendo o aumento no volume e na frequência de chuvas em regiões do Sul e episódios de estiagem severa ou atraso da estação chuvosa no Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
O cenário de instabilidade traz impactos diretos para a infraestrutura viária e urbana, aumentando o risco de aquaplanagem, redução abrupta de visibilidade, alagamentos e movimentação de solos em encostas e taludes.
Diante da variação de impactos ao longo dos corredores rodoviários, especialistas em tecnologia viária destacam a urgência de complementar os alertas regionais genéricos com o sensoriamento em tempo real dos microclimas em pontos específicos das pistas.
A implementação de estações meteorológicas dedicadas, combinadas a sensores de pavimento, inclinômetros e piezômetros para monitoramento da estabilidade do solo, permite que concessionárias e órgãos públicos identifiquem acúmulos de água e variações estruturais com antecedência, orientando interdições preventivas e o acionamento de painéis de mensagem variável para segurança dos condutores.




