A mobilidade urbana no segundo turno das Eleições de 2026 consolidou-se como uma das maiores operações logísticas de transporte público gratuito do país, ao mesmo tempo em que se tornou um dos principais pontos de atenção política e jurídica da jornada de votação.
Em conformidade com as diretrizes e determinações fixadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para mitigar a abstenção eleitoral e assegurar a acessibilidade aos locais de votação, capitais e diversos municípios brasileiros implementaram a tarifa zero em sistemas de ônibus, metrôs, trens e modais aquaviários, estabelecendo o funcionamento das frotas com tabelas horárias equivalentes às de dias úteis.
Apesar da diretriz de gratuidade e reforço da oferta, a operacionalização do sistema registrou irregularidades e gargalos de atendimento em pelo menos oito estados.
Relatos de passageiros e fiscalizações no transporte coletivo apontaram longos tempos de espera em pontos de parada, frota insuficiente em regiões periféricas e ocorrências de veículos mantidos retidos em garagens e pátios em capitais como Salvador e São Paulo.
O cenário derivou em atuações do Poder Judiciário e de órgãos de segurança.
A Polícia Federal (PF) instaurou procedimentos para apurar suspeitas de obstrução ou restrição deliberada ao exercício do direito de voto por meio da limitação da oferta de transporte.
A operação resultou em ações de fiscalização direta que culminaram na prisão em flagrante do titular da Secretaria Municipal de Mobilidade de Salvador, no acompanhamento das operações de transporte por observadores da Missão de Observação Eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA) e na apresentação de petições à Justiça Eleitoral solicitando a eventual prorrogação do horário de funcionamento de seções eleitorais afetadas por atrasos logísticos.




