Primeiro, Leandro Grass rachou a esquerda do Distrito Federal ao voltar para o PT apenas para ser dono do terreiro e barrar o “paraquedista forasteiro” Ricardo Cappelli. Usou a máquina petista para chegar ao segundo turno e, logo na largada final, renegou completamente o vermelho e a estrela do partido para se pintar de laranja.
Agora, o esconde-esconde subiu de nível. Em sabatina nesta quinta-feira (15/10), Grass apressou-se em cravar que Agnelo Queiroz não será seu secretário de Saúde, tratando a simples associação ao correligionário como uma “informação falsa” plantada por adversários, segundo noticiou o Metrópoles.
O pavor de Grass ao negar a secretaria ao companheiro de legenda tem motivo óbvio: se o vermelho do PT já espanta votos em Brasília, o fantasma de “Agnulo” — sinônimo do colapso histórico na saúde pública do DF — é veneno mortal na urna.
A recusa pública a Agnelo escancara a hipocrisia de uma candidatura oportunista: Grass quer o fundo eleitoral do PT, a estrutura do PT e o palanque de Agnelo, mas, na hora de pedir voto na rua, esconde a estrela no bolso e trata o ex-governador do próprio partido como leproso político.




