O Distrito Federal assumiu a liderança nacional no crescimento do setor de serviços e apresentou um desempenho na contramão da economia brasileira. Em agosto de 2026, a atividade avançou 3,7% em relação a julho, enquanto a média nacional registrou retração de 0,1%. O resultado interrompe quatro meses consecutivos de queda e confirma a recuperação do segmento na capital federal, segundo levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quarta-feira (14).

Os números revelam um desempenho ainda mais expressivo quando considerado o acumulado do ano. Entre janeiro e agosto, os serviços cresceram 9,1% no DF, o maior percentual entre as 27 unidades da Federação. Nos últimos 12 meses, a expansão chegou a 9%, também a maior do país. O resultado coloca Brasília em posição de destaque no cenário econômico nacional e evidencia a força de um dos principais motores da economia local.
A recuperação foi impulsionada especialmente pelas atividades de informação e comunicação, que registraram expansão de 20,4% na comparação com agosto de 2025. Os serviços profissionais e administrativos avançaram 11,7%, enquanto outras atividades cresceram 10,3%. Apesar do desempenho positivo, alguns segmentos ainda enfrentam dificuldades, especialmente os serviços prestados às famílias e os transportes, que registraram retrações de 6,4% e 5,9%, respectivamente.
O avanço representa um sinal positivo para a economia do Distrito Federal, embora a recuperação ainda apresente diferenças entre os segmentos. O volume de serviços já está 17,9% acima do patamar anterior à pandemia, mas permanece 4,8% abaixo do recorde registrado em março deste ano. Os indicadores mostram que Brasília recuperou o ritmo de crescimento em agosto e encerrou os oito primeiros meses de 2026 com o melhor desempenho acumulado do setor no país.




