A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) registrou um aumento de 26% no volume de dados compartilhados por meio da plataforma Turbulence Aware ao longo de 2025, totalizando mais de 65 milhões de registros provenientes de 3.300 aeronaves.
O avanço na coleta de informações busca auxiliar pilotos e centros de controle na identificação precoce de bolsas de ar e na redefinição de rotas, embora o crescimento do indicador reflita a expansão do monitoramento colaborativo entre companhias aéreas e não necessariamente uma maior frequência de turbulências nos céus.
O tema ganha relevância após novos incidentes operacionais graves reportados por autoridades internacionais.
Em um episódio recente, um voo da Avianca partindo de Medellín com destino a Nova York precisou realizar um pouso de emergência em Miami após enfrentar severa instabilidade, resultando em nove feridos entre passageiros e tripulantes.
Em outro caso registrado pelo Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB), um Airbus A330 da Delta Air Lines desviou para Minneapolis após turbulência extrema a 37 mil pés, exigindo atendimento médico para 24 pessoas e provocando danos estruturais leves na cabine interna.
Diante do risco de turbulências de céu claro, fenômeno sem sinais visuais prévios que vem sendo estudado por pesquisadores devido às transformações climáticas, a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) reforça a orientação para que os viajantes mantenham o cinto de segurança afivelado durante toda a permanência nos assentos, mesmo quando os avisos luminosos estiverem desligados.
A medida preventiva evita projeções bruscas e ferimentos graves em desacelerações inesperadas na altitude de cruzeiro.




