O Conselho Interdenominacional dos Ministros Evangélicos do Brasil (CIMEB), que afirma reunir mais de 10 mil pastores de diferentes denominações, publicou nesta segunda-feira (28) uma nota em que acusa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus aliados de utilizar uma informação falsa para criar conflito entre católicos e evangélicos durante a campanha eleitoral. A manifestação foi divulgada pelo pastor Silas Malafaia.
O episódio envolve o boato de que o candidato Flávio Bolsonaro (PL) pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil e acabar com o feriado de 12 de outubro. A informação foi desmentida pelo candidato. O projeto citado nas redes, o PL 2.623/2007, foi apresentado pelo então deputado Victório Galli e arquivado pela Câmara em 2008 — e não era de autoria de Flávio Bolsonaro.
A própria GloboNews reconheceu posteriormente o erro relacionado à associação do projeto com o atual candidato. O texto original pretendia alterar a legislação que reconhece Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil, mas não previa a extinção do feriado nacional.
Na nota, o CIMEB afirma que católicos e evangélicos convivem pacificamente e que não existe articulação de lideranças evangélicas para cancelar feriados ou cultos de outras religiões. O episódio, entretanto, colocou a religião no centro da disputa eleitoral e provocou troca de acusações entre os grupos políticos.




