A campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) prepara a participação de um padre em um eventual direito de resposta para rebater a informação falsa de que o candidato pretende retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. Segundo apuração divulgada neste sábado (26), a equipe de marketing já elaborou um texto-base para ser gravado pelo religioso.
A controvérsia ganhou força nas redes sociais depois que uma proposta apresentada em 2007 foi associada ao atual candidato. O Projeto de Lei 2.623/2007 foi apresentado pelo então deputado Professor Victório Galli, à época no PMDB de Mato Grosso, e pretendia substituir a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. A Câmara dos Deputados registra oficialmente que a proposta foi rejeitada e arquivada em agosto de 2008. Flávio Bolsonaro não é autor do projeto.
A repercussão chegou também à Justiça Eleitoral. Na sexta-feira (25), o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a retirada de publicações que associavam Flávio ou integrantes de sua família à intenção de retirar o título de Nossa Senhora Aparecida. Na decisão, a afirmação foi classificada como “notoriamente inverídica”, e a ordem alcançou 1.170 links indicados no processo.
A estratégia da campanha agora é levar a resposta para o campo religioso. A ideia é que o padre destaque que questões de fé não devem ser utilizadas para difundir informações falsas durante a disputa eleitoral. A GloboNews também corrigiu uma informação transmitida sobre o tema e pediu desculpas, esclarecendo que a proposta mencionada era de 2007 e estava arquivada havia anos.




