A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro desistiu nesta quinta-feira (24) do pedido que buscava suspender imediatamente a execução da pena de 27 anos e três meses de prisão. A solicitação havia sido encaminhada pela manhã ao ministro Kassio Nunes Marques, relator da revisão criminal apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF), e foi retirada cerca de duas horas e meia depois.
A desistência atinge apenas a medida cautelar que buscava interromper o cumprimento da pena. A revisão criminal continua em tramitação no Supremo. Nela, os advogados tentam anular a condenação, sustentando, entre outros pontos, que Bolsonaro deveria ter sido julgado pelo Plenário da Corte, e não pela Primeira Turma.
O recuo expôs uma divergência dentro da própria equipe jurídica. Após a retirada do pedido, o escritório Ávila de Bessa anunciou que deixará o caso e informou que a condução da defesa passará integralmente aos advogados que atuaram durante a ação penal. Reportagens apontam que integrantes da equipe não concordaram com a iniciativa de pedir naquele momento a suspensão da pena.
Na prática, Bolsonaro permanece submetido à pena enquanto seus advogados redefinem a estratégia no STF. O movimento desta quinta-feira não encerra a tentativa de reverter a condenação: mantém viva a revisão criminal, mas retira, por enquanto, a ofensiva que pretendia interromper imediatamente seus efeitos.




