Práticas enraizadas no senso comum tidas como métodos milagrosos para economizar combustível costumam gerar o efeito oposto, elevando os gastos no posto de combustível e provocando danos mecânicos severos a longo prazo.
Desligar o ar-condicionado e trafegar com as janelas abertas reduz o consumo apenas em percursos urbanos lentos. Em rodovias, os vidros abaixados aumentam a resistência do ar contra a carroceria, exigindo mais força do motor e acelerando a queima de gasolina. Da mesma forma, rodar em velocidades excessivamente baixas com marchas incompatíveis tira o veículo da sua faixa ideal de torque.
Outro erro comum e perigoso é descer declives no ponto morto. Em automóveis modernos equipados com injeção eletrônica, o sistema corta integralmente o envio de combustível quando o carro desce engrenado sem aceleração. Em contrapartida, no neutro o motor precisa continuar queimando combustível em marcha lenta para não apagar.
A busca cega pelo menor preço em bombas suspeitas representa outra armadilha para o bolso do motorista. Combustíveis adulterados ou de procedência incerta entregam menor rendimento por quilômetro rodado e causam desgastes internos com custos elevados de reparo.
Por fim, insistir para encher o tanque além do travamento automático da bomba satura e danifica o cânister, sistema desenvolvido para filtrar e reaproveitar os vapores do combustível. A avaria do componente aumenta as perdas por evaporação e gera despesas adicionais na oficina.




