Temporais recentes em diversas regiões do Brasil, incluindo incidentes graves no Rio Grande do Sul e em São Paulo, reforçam o perigo iminente de tentar atravessar vias inundadas, onde a preservação da vida deve sempre se sobrepor à segurança do patrimônio.
A Defesa Civil alerta que o motorista nunca deve entrar em áreas alagadas, mesmo que veículos pesados estejam conseguindo passar. A lâmina d’água é ilusória e oculta buracos, bueiros destampados e correntezas imperceptíveis que alteram drasticamente a gravidade da situação em segundos.
O limite crucial para abandonar o automóvel é quando a água atinge o batente inferior da porta. Acima do nível das rodas, o carro perde contato com o asfalto e passa a flutuar; caso a enchente alcance a altura das janelas, a pressão externa impedirá completamente a abertura das portas.
Na evacuação, os ocupantes devem destravar os vidros, soltar os cintos e sair imediatamente rumo a um local elevado, sem tentar resgatar objetos pessoais. Se a correnteza externa for violenta a ponto de impedir a caminhada, a recomendação é subir no teto do veículo e acionar as equipes de emergência (193 ou 199).
Se o motor apagar no meio do bolsão d’água, o condutor está proibido de forçar uma nova partida, o que causaria a destruição interna dos componentes mecânicos. Veículos elétricos e híbridos exigem isolamento absoluto após a submersão, pois módulos e baterias afetadas apresentam risco letal de curtos-circuitos, choques e incêndios químicos.




