A eletrificação do transporte coletivo ganha força no Brasil, com a cidade de São Paulo liderando o movimento impulsionada pela meta de zerar as emissões de CO2 de origem fóssil de seus ônibus até 2038.
Os emplacamentos já refletem essa transformação no país, com destaque para a fabricante BYD, que respondeu por 126 das 254 unidades de ônibus elétricos registradas em agosto, acumulando 301 veículos ao longo do ano.

Apesar do crescimento nas vendas, a expansão em larga escala enfrenta o desafio crucial da adaptação estrutural das garagens, que exigem sistemas de recarga de alta potência e adequações complexas na rede elétrica.
A transição tecnológica também impõe barreiras financeiras, demandando alto investimento inicial na aquisição dos veículos e na infraestrutura de suporte, o que reforça a urgência por novas linhas de financiamento e incentivos.

No cenário de produção nacional, a BYD atingiu recentemente a marca de mil chassis de ônibus elétricos fabricados em sua planta de Campinas (SP), ajudando a reduzir custos logísticos e a exposição às variações cambiais.
O principal desafio do setor agora é aliar o aumento da capacidade de oferta da indústria nacional a um planejamento estratégico sustentável que garanta a energia e a estrutura necessárias para a mobilidade do futuro.




