Para grande parte dos brasileiros, o primeiro contato com um profissional de psicologia ocorre durante a avaliação obrigatória para obtenção ou renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Com o Brasil liderando os índices globais de ansiedade e ocupando o segundo lugar em prevalência de depressão nas Américas, o exame de trânsito assume um papel crucial de saúde pública.
Especialistas em segurança viária alertam que a avaliação vai muito além de testar reflexos e coordenação motora, permitindo a identificação de quadros de sofrimento psíquico grave e comportamento agressivo.
Durante as consultas nas clínicas credenciadas, os psicólogos do tráfego observam padrões emocionais que comprometem a atenção, a agilidade de raciocínio e a segurança viária nas ruas e rodovias.
A situação é ainda mais crítica entre motoristas profissionais, como caminhoneiros e rodoviários, que enfrentam rotinas exaustivas e frequentemente encontram no exame a única janela de cuidado com a mente.
Profissionais do setor defendem que a saúde mental e a segurança no trânsito são inseparáveis, ressaltando que negligenciar a etapa psicológica aumenta significativamente o risco de acidentes severos.
Neste mês de conscientização, especialistas reforçam que a avaliação de trânsito não deve ser tratada como mera burocracia, mas como uma ferramenta vital de prevenção e encaminhamento médico para milhões de motoristas.




