Produtora do filme Dark Horse, Karina Gama afirma que tem sido pressionada a fazer uma delação premiada e afirmou que não se tornará o próximo Mauro Cid, em referência ao ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que o delatou durante o processo sobre a tentativa de golpe de Estado.
– Quando você pergunta a minha sensação, da operação, da condução das investigações, eu entendo que é como se eu fosse o próximo Mauro Cid. Que eu preciso incriminar pessoas. O que estou dizendo há nove meses é que tudo que a gente fez, estou querendo responder e esclarecer. Mas preciso responder e esclarecer para as autoridades – declarou ela em entrevista à CNN Brasil.
Karina afirmou, porém, que “as autoridades, em vez de perguntar de maneira técnica, tem essa politização dentro da questão jurídica, de fiscalização dos projetos”.
Indagada pela CNN se ela será o próximo Mauro Cid, a produtora respondeu que não e justificou:
– Porque eu não tenho como incriminar alguém. Eu não tenho, eu não vi, não participei de nada que incrimine pessoas. Tudo que a gente fez foi um filme – assinalou.
A produtora foi um dos alvos da Operação Make Up, executada na última quinta-feira (10) por parte da Polícia Federal (PF). A ação ocorre no âmbito de um inquérito relatado pelo ministro Flávio Dino no Supremo Tribunal Federal (STF), que apura suspeita de desvio de emendas parlamentares para a produção da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Karina defende que até onde ela possui conhecimento o investidor do projeto foi o fundo Havengate. Ela afirma que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, não repassou dinheiro para a produtora e destacou que ela nunca participou do fundo.
– O Vorcaro não deu nenhum centavo para a produtora. Não existiu nenhuma relação da produtora com o Vorcaro. Não existiu nenhuma relação da produtora com as empresas do Vorcaro, não existiu. (…) Eu não participei do fundo. Eu nunca participei do fundo e não era o meu papel. O meu papel ali era contratada do fundo – adicionou.




