A crise no Supremo Tribunal Federal ganhou um componente ainda mais explosivo. O Poder360 informou que integrantes do governo Lula participaram, na noite de terça-feira (8), de uma articulação com o ministro Flávio Dino para reconduzir Andrei Rodrigues ao comando da Polícia Federal, depois de seu afastamento determinado pelo ministro André Mendonça. Segundo a apuração, o presidente do STF, Edson Fachin, não foi informado da estratégia.
De acordo com o portal, Lula e Andrei discutiram a reação e foi preparada uma estratégia para levar diretamente a Dino o pedido de retorno do diretor-geral da PF. Paralelamente, a Advocacia-Geral da União já havia recorrido a Fachin para tentar derrubar o afastamento. A existência do recurso da AGU e a posterior decisão de Dino reintegrando Andrei foram confirmadas por outros veículos.
A movimentação abriu uma espécie de guerra de decisões dentro do Supremo. Dino derrubou os efeitos da ordem de Mendonça, enquanto Fachin buscava uma saída institucional para o impasse. Horas depois, o presidente da Corte suspendeu decisões conflitantes e levou a crise para análise colegiada, numa tentativa de conter o confronto entre os ministros.
Se confirmada integralmente a articulação descrita pelo Poder360, o episódio coloca o Palácio do Planalto diretamente no centro da disputa que sacode o STF. O ponto politicamente mais sensível é justamente a alegação de que uma solução foi construída entre integrantes do Executivo e Dino enquanto Fachin, presidente da Corte, conduzia paralelamente negociações para resolver a crise institucional.




