O Aeroporto Internacional de Brasília entrará em uma nova etapa de sua concessão em 17 de dezembro de 2026, quando será realizado, na B3, em São Paulo, o procedimento competitivo que poderá definir um novo controlador para o terminal. O processo prevê a venda das ações da atual concessionária Inframerica e resulta da repactuação do contrato aprovada no âmbito do Tribunal de Contas da União.
A modelagem prevê R$ 1,2 bilhão em investimentos no aeroporto brasiliense, incluindo um novo terminal internacional, edifício-garagem, nova via de acesso e modernização da infraestrutura. O preço de compra das ações foi fixado inicialmente em R$ 628,8 milhões, sujeito à atualização prevista no edital.
O vencedor também assumirá obrigações relacionadas a dez aeroportos regionais localizados em Goiás, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná. A estratégia busca utilizar a força operacional do principal centro de conexões aéreas do Centro-Oeste para impulsionar terminais menores e ampliar a integração da aviação regional.
A mudança não significa o encerramento antecipado da concessão, prevista até 2037, mas uma repactuação destinada a recuperar o equilíbrio econômico-financeiro do contrato e garantir novos investimentos. As propostas deverão ser apresentadas antes do certame, que poderá redesenhar o comando de um dos aeroportos mais estratégicos do país.




