A Petrobras anunciou nesta quarta-feira, 9 de setembro, uma mudança de R$ 0,63 por litro no preço da gasolina A comercializada com as distribuidoras. A partir desta quinta-feira (10), o valor médio passa a R$ 3,24 por litro. O aumento resulta do fim de um desconto de R$ 0,44 vinculado a uma subvenção federal e de um reajuste adicional de R$ 0,19 definido pela estatal.
Apesar da alta na etapa de venda da Petrobras, a expectativa é de que os R$ 0,63 não sejam repassados integralmente ao consumidor. No mesmo dia, o governo Lula anunciou redução de exatamente R$ 0,63 por litro nas alíquotas de PIS/Pasep e Cofins incidentes sobre a gasolina, diminuindo a carga desses tributos para R$ 0,16 por litro entre 10 de setembro e 9 de outubro.
Na prática, o governo troca parte da pressão sobre o preço do combustível por renúncia tributária numa tentativa de impedir que a disparada internacional do petróleo chegue às bombas. O pacote também prevê zerar PIS/Cofins sobre o etanol hidratado e criar uma subvenção inicial de R$ 1 por litro para o diesel, enquanto o Brent voltou a operar próximo dos US$ 100 diante das tensões geopolíticas.
A ofensiva para segurar os combustíveis ocorre a poucas semanas da eleição presidencial, transformando novamente gasolina e diesel em tema econômico e político de primeira grandeza. O governo sustenta que as medidas são temporárias e necessárias diante do choque externo; o custo fiscal do pacote, porém, volta a colocar no centro do debate quem paga a conta quando o preço internacional sobe.




