Brasileiros reprovam transporte público revela pesquisa

Foto: Divulgação/Semob DF
Foto: Divulgação/Semob DF
Uma pesquisa inédita realizada pela Prompt Consultoria em parceria com o aplicativo Cittamobi mapeou a relação dos usuários com a mobilidade urbana em 246 cidades do país.
O levantamento, que contou com mais de dez mil respostas, revelou que seis em cada dez passageiros estão insatisfeitos com os serviços de transporte público prestados atualmente.
Os principais alvos de críticas são a falta de pontualidade, citada por 34,1% dos participantes, a superlotação, com 28,8%, e o longo tempo de espera nas paradas, também com 28,8%.
Apesar do descontentamento geral, o sistema continua sendo vital para a população, já que 77,8% dos entrevistados afirmaram depender do transporte coletivo de cinco a seis dias por semana.
O ônibus desponta isoladamente como o modal principal, mas nas grandes metrópoles a combinação intermodal de ônibus com metrô, trem ou sistemas BRT mostra-se essencial para agilizar a rotina.
Por outro lado, o estudo também identificou aspectos avaliados de forma positiva por mais da metade dos usuários, com destaque para a condução segura dos veículos pelos motoristas, as melhorias na acessibilidade e a limpeza interna das frotas.
A duração das viagens, no entanto, segue como um obstáculo severo para a qualidade de vida, com 37,7% dos passageiros gastando entre meia hora e uma hora apenas em um trecho do trajeto.
Esse longo período imerso no trânsito justifica o fato de a pontualidade ser uma prioridade absoluta para 66,5% dos usuários, reforçando a importância de uma comunicação clara sobre os horários para reduzir a incerteza e a ansiedade de quem aguarda pelo embarque.
Para tentar driblar os gargalos diários do sistema, a totalidade dos entrevistados recorre ao auxílio de soluções tecnológicas. Mais da metade busca diariamente aplicativos que fornecem informações de rotas em tempo real, enquanto a parcela restante procura ferramentas de transporte individual privado, indicando que a tecnologia ajuda a preencher as lacunas de eficiência deixadas pelas operadoras.
O cenário de insatisfação captado pelo estudo ajuda a explicar os dados recentes da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, que registraram uma queda de 3,7% no número de viagens de ônibus em 2025, evidenciando que a demanda nacional pelo transporte coletivo segue estagnada e ainda não conseguiu recuperar os patamares anteriores à pandemia.

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