Passagens aéreas sobem 41,9% e ficam oito vezes mais caras que viagens de ônibus nas férias

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O mês de julho, tradicionalmente marcado pelo período de férias escolares e pelo aquecimento do turismo, registrou um abismo significativo entre a inflação dos transportes aéreo e rodoviário no Brasil em 2026.
Enquanto o preço das passagens aéreas disparou 41,9% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a tarifa média das viagens de ônibus avançou apenas 5,1%.
Os dados, baseados no IPCA do IBGE e no Índice do Rodoviário ClickBus calculado em parceria com a Fipe, apontam que a inflação aérea foi oito vezes maior, marcando a maior distância entre os preços dos dois modais de transporte desde o início do ano.
O comportamento das tarifas rodoviárias chama a atenção de especialistas diante do forte aumento dos custos operacionais enfrentados pelo setor.
Apesar do preço do óleo diesel, um dos principais insumos da área, ter encarecido 14% no acumulado de doze meses, o reajuste médio das passagens de ônibus ficou contido, indicando que as viações absorveram grande parte da elevação dos insumos para manter a competitividade durante a alta temporada.
O avanço rodoviário ficou ligeiramente acima da inflação geral do período, que foi de 4,4%, mas demonstrou estabilidade ao ter os efeitos sazonais de aumento de demanda isolados pelas análises econômicas.
O levantamento detalhado do mercado revela que as categorias de maior conforto, como os ônibus tipo cama, lideraram os reajustes anuais com 7,7%, refletindo uma recomposição de preços, enquanto o serviço semi-leito apresentou a maior estabilidade para o consumidor, subindo apenas 1,1%.
Regionalmente, o Centro-Oeste e o Sudeste concentraram as maiores altas tarifárias, impulsionados pelo intenso fluxo de passageiros, contrastando com a região Norte, que foi a única a registrar queda nos preços.
Historicamente, desde o final de 2017, as passagens de ônibus acumulam uma alta de 63,9%, mantendo-se significativamente abaixo da inflação acumulada das passagens aéreas e do próprio combustível, consolidando o modal como uma alternativa mais previsível e acessível para os viajantes.

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