Candidata ao Senado afirma que diferenças com o enteado foram superadas, declara apoio à campanha presidencial e prega união pela liberdade de Jair Bolsonaro
Michelle Bolsonaro (PL) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apareceram juntos nesta terça-feira (11), em Brasília, pela primeira vez desde o atrito público que expôs divergências dentro da família e do partido. A candidata ao Senado pelo Distrito Federal afirmou que não guarda mágoas, revelou que os dois conversaram e resumiu a reconciliação: “Oramos juntos e está tudo certo”. Ao lado do candidato à Presidência, Michelle defendeu que o grupo permaneça unido para “resgatar a nossa amada nação”.
Michelle foi além do gesto de paz e colocou sua força política a serviço de Flávio. Segundo ela, o trabalho realizado durante um ano com lideranças femininas estaduais e municipais deixou a base preparada para apoiar “o nosso candidato”. “Unidos nós vamos vencer”, declarou, ao vincular a união à defesa da liberdade de Jair Bolsonaro e dos presos do 8 de Janeiro. A ex-primeira-dama, porém, descartou reassumir o comando do PL Mulher e definiu a nova fase como “um novo ciclo”.
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A crise começou após Michelle rejeitar a aproximação do PL do Ceará com Ciro Gomes e relatar que havia sido tratada com rispidez por Flávio durante uma conversa telefônica. O senador pediu desculpas publicamente em 23 de julho, e a ex-primeira-dama aceitou. Mesmo reconciliada com o enteado, ela reafirmou nesta terça-feira que sua oposição à aliança com Ciro é “visceral” e uma questão de coerência, atribuindo ao antigo partido do ex-governador parte da articulação que tornou Jair Bolsonaro inelegível.
Para Flávio, a reconciliação entrega mais do que uma fotografia familiar: abre uma ponte com o eleitorado feminino, evangélico e conservador mobilizado por Michelle. Para ela, o acordo permite apoiar o enteado sem abandonar posições próprias. Ao afirmar que “só atiram pedras em árvores que dão fruto”, Michelle tratou as críticas como consequência de seu peso político e deixou um recado objetivo: a divergência estadual permanece, mas a campanha nacional caminhará unida.




