A inclusão de animais de estimação nos roteiros de viagem deve fazer parte dos planos de 18% dos brasileiros ao longo dos próximos doze meses.
Segundo um levantamento recente realizado pelo buscador de viagens Kayak, a intenção de viajar com os bichinhos é significativa, considerando que 24% dos entrevistados já realizaram viagens de avião com seus pets nos últimos dois anos.
No entanto, transformar esse desejo em realidade ainda esbarra em obstáculos desafiadores: para 35% dos tutores, as regras rigorosas e a burocracia das companhias aéreas representam o principal entrave, seguidas pelo estresse causado ao animal durante o deslocamento, apontado por 34%, e pelos altos custos envolvidos em toda essa logística extra, fator limitante mencionado por 32% dos viajantes.
Para quem busca economizar na hora de fechar a hospedagem, Curitiba desponta como o destino mais acessível entre vinte cidades brasileiras analisadas no estudo, apresentando uma diária média de R$ 203 em estabelecimentos classificados como pet-friendly.
Na sequência das opções mais econômicas, aparecem as cidades de Recife e Salvador, com valores médios de R$ 249 e R$ 260, respectivamente.
A pesquisa abrange ainda diversas outras capitais e cidades turísticas de grande movimentação, como Belém, Fortaleza, Balneário Camboriú, Brasília e Florianópolis, onde as tarifas médias podem variar consideravelmente, chegando a custar até R$ 407 em destinos mais caros como São Paulo e Ilhéus.
Para facilitar a vida de quem está planejando o roteiro, as próprias plataformas de busca já estão se adaptando, implementando filtros específicos logo na página inicial para restringir os resultados apenas aos hotéis e pousadas que aceitam os animais de estimação.
O planejamento financeiro e burocrático, porém, exige cuidados que vão muito além do custo do hotel.
As regras de transporte variam entre as companhias aéreas e demandam atenção redobrada antes da compra da passagem, especialmente em trajetos longos com conexões.
Na Azul e na Gol, por exemplo, pets com até 10 kg, somando o peso do animal e da caixa de transporte, podem viajar diretamente na cabine com os tutores, enquanto os animais maiores, com até 30 kg, são acomodados em compartimentos apropriados no porão, dependendo das condições da rota.
Já na Latam, a liberação para o transporte na cabine ou no compartimento de cargas varia estritamente conforme a operação específica do voo.
Além de confirmar essas exigências logísticas, é fundamental que os tutores verifiquem previamente todas as condições sanitárias exigidas pelo destino escolhido para garantir uma viagem segura e sem imprevistos.




