A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Prefeitura do Rio de Janeiro iniciaram negociações para atuar de forma conjunta na fiscalização dos serviços de voos panorâmicos na cidade.
A mobilização imediata das autoridades ocorre após a trágica queda de um helicóptero na região da Vista Chinesa, no Parque Nacional da Tijuca, ocorrida no último sábado (8), que resultou na morte de quatro pessoas.
Para aumentar o controle sobre as operações aéreas de turismo, o prefeito Eduardo Cavaliere solicitou à Anac a adoção de medidas rigorosas, chegando a sugerir a suspensão temporária desse tipo de atividade até que as verificações sejam ampliadas.
O acidente vitimou o piloto Alessandro Rocha e três turistas colombianas, identificadas como Rocio Cubillos, Wendy Manrique e Sofia Murillo.
A aeronave acidentada era um modelo Robinson R44, de prefixo PP-MFS, operado pela empresa VRP (Voos Rio Panorâmicos e Serviços Aeronáuticos).
Segundo informações divulgadas pela Anac, o helicóptero estava com a certificação totalmente em dia e os voos dessa natureza são enquadrados legalmente como Serviços Aéreos Especializados (SAE), exigindo profissionais devidamente habilitados.
As investigações para determinar as causas exatas e a dinâmica da queda já estão sendo conduzidas de forma simultânea pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e pela Polícia Civil.
O debate sobre a segurança do espaço aéreo carioca ganha ainda mais urgência e peso pelo histórico recente da cidade: em junho deste ano, uma colisão no ar entre dois helicópteros na região do Recreio dos Bandeirantes deixou seis mortos e causou um incêndio de grandes proporções que atingiu cerca de 20 carros no solo.




