Os trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) se reúnem em assembleia na tarde desta terça-feira para decidir sobre a continuidade da greve que afeta as linhas 11, 12, 13 e o serviço Expresso Aeroporto.
A paralisação tem como principal objetivo exigir a garantia de emprego para cerca de 4 mil funcionários, além de pressionar pela reversão da recente concessão dessas rotas à iniciativa privada.
Devido ao movimento cruzado de braços, as linhas 11 e 12 operaram de forma parcial desde o início do dia, enquanto a Linha 13 e o Expresso Aeroporto tiveram suas atividades totalmente suspensas, prejudicando a locomoção de milhares de passageiros da Zona Leste, de Guarulhos e da região do ABC Paulista.
A crise no transporte metropolitano se intensificou após a concessão dessas linhas ser efetivada no mês de julho.
A transição para a empresa Trivia foi marcada por falhas graves de operação, incluindo sucessivos atrasos e um incêndio em uma das composições.
Diante da gravidade da situação, o governo estadual foi obrigado a intervir e retomar temporariamente, por um prazo de 90 dias, o controle operacional da malha ferroviária.
Agora, com o impasse prolongado, os metroviários cobram do Estado medidas definitivas que protejam os postos de trabalho e assegurem a qualidade do serviço essencial prestado à população.






