Nova frente apurará suspeita de tráfico de influência do filho do presidente Lula para beneficiar empresas privadas com interesses no governo federal
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira, 4 de agosto, a abertura do terceiro inquérito envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A decisão atende ao pedido da Polícia Federal para investigar se o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria usado sua proximidade com o Palácio do Planalto para favorecer empresas parceiras perante órgãos públicos.
A nova apuração concentra-se em negócios relacionados à empresa de tecnologia 3Structure IT. A PF suspeita que o nome e a influência política do presidente teriam sido utilizados para facilitar investimentos, contratos ou tratativas no governo. A companhia citada na investigação mantém contratos federais que, segundo informações divulgadas sobre o caso, somam aproximadamente R$ 55,7 milhões.
Com a autorização de Dino, Lulinha passa a ser investigado em três inquéritos distintos no STF. Os outros dois, conduzidos pelo ministro André Mendonça, apuram possíveis interferências em negociações sobre cannabis medicinal no Ministério da Saúde e uma suposta atuação para favorecer empresários em contratos com a Dataprev. A abertura dos procedimentos não representa condenação, mas permite à PF realizar diligências para verificar se as suspeitas possuem sustentação.
Dino também autorizou uma investigação separada para apurar o possível vazamento de informações sigilosas relacionadas aos procedimentos envolvendo Lulinha, reclamação apresentada por sua defesa. Os advogados negam irregularidades e classificam as apurações como uma tentativa de realizar buscas genéricas por provas. O caso, entretanto, aumenta a pressão sobre o Palácio do Planalto em pleno calendário eleitoral — agora já não se trata de um pedido aguardando decisão, mas de uma terceira investigação formalmente aberta contra o filho do presidente.
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