Senador mudou de posição menos de 24 horas após anunciar a desistência; apelo público, porém, não significa que a candidatura tenha sido confirmada pelo partido
O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) protagonizou uma nova reviravolta na disputa pelo Governo de Minas Gerais. Durante a convenção nacional do Republicanos, realizada nesta terça-feira (4), em Brasília, ele pediu publicamente autorização para concorrer ao cargo. “Quem nunca foi e voltou? Quem nunca errou que levante a mão. Peço, humildemente, que o presidente me dê essa vaga, pois não vou decepcionar o povo mineiro”, declarou.
A manifestação ocorreu menos de 24 horas depois de Cleitinho anunciar que estava fora da eleição. Na segunda-feira (3), ao lado do presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, o senador afirmou que precisava cuidar de si e da família. Emocionado, ele mencionou o período de luto pela morte do irmão Matheus Azevedo, vítima de complicações relacionadas à leucemia.
O novo pedido, entretanto, não produziu uma candidatura automática. Marcos Pereira respondeu que a direção partidária já havia tomado uma decisão e que o veto não seria revisto. Pelas regras eleitorais, a vontade individual do filiado não basta: cabe ao partido escolher seus candidatos em convenção e posteriormente solicitar o registro à Justiça Eleitoral.
Com o prazo das convenções terminando nesta quarta-feira (5), Cleitinho corre contra o relógio para tentar uma improvável mudança de posição da legenda. Até que exista uma deliberação formal do Republicanos, o senador pode até declarar que deseja disputar o governo mineiro, mas continua sem vaga assegurada na urna — porque, na política, voltar atrás é permitido; levar o partido junto é outra história.
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