Apontado como financiador e articulador do ex-governador, Willer Tomaz foi alvo de buscas em investigação sobre lavagem de dinheiro ligada ao esquema de descontos ilegais do INSS
O advogado Willer Tomaz, apontado como um dos principais articuladores e financiadores da campanha de José Roberto Arruda ao Governo do Distrito Federal, foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal nesta terça-feira, 4 de agosto. Em outubro de 2025, Tomaz e Arruda foram vistos visitando imóveis no Lago Sul destinados ao comitê eleitoral do ex-governador. Depois de avaliarem uma casa na QI 3, a estrutura da campanha teria sido instalada em outro endereço, na QI 13.
A diligência integra uma nova etapa da Operação Sem Desconto. Segundo a Polícia Federal, foram cumpridos 18 mandados no Distrito Federal e no Maranhão para investigar possível lavagem de dinheiro. A apuração identificou indícios de movimentações financeiras e patrimoniais realizadas por intermédio de terceiros, empresas e operações em espécie, supostamente destinadas a ocultar a origem e o destino dos recursos. A busca, por si só, não representa condenação.
Em nota, Willer Tomaz afirmou que a medida decorre exclusivamente de sua condição de proprietário de uma aeronave utilizada, em caráter particular, pelo senador Weverton Rocha. Até o momento, não há informação de que Arruda seja investigado nessa operação nem de que os recursos apurados tenham relação com a campanha eleitoral. A proximidade política, entretanto, transforma um caso policial nacional em mais um problema de imagem no quintal da candidatura.
Ainda com a elegibilidade submetida a uma disputa judicial, Arruda tenta apresentar sua volta ao cenário político como um projeto competitivo. Agora, precisa explicar também a influência de um aliado atingido pela PF dentro de sua estrutura eleitoral. A campanha que já procurava um vice ganhou outro endereço para visitar — desta vez, o delicado terreno das explicações públicas.
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