Polícia Federal suspeita de tráfico de influência em favor de empresas ligadas ao filho do presidente; ministro ainda decidirá se autoriza a investigação
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado relator do terceiro pedido apresentado pela Polícia Federal para investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A distribuição ocorreu na segunda-feira (3), mas o magistrado ainda precisa decidir se autoriza formalmente a abertura do novo inquérito.
A Polícia Federal aponta suspeitas de que Lulinha teria utilizado sua proximidade com o governo federal para favorecer empresas parceiras. O procedimento permanece sob análise e, até o momento, não representa condenação nem comprovação dos crimes investigados. A defesa do empresário nega irregularidades e afirma que ele não atuou para beneficiar terceiros dentro da administração pública.
Outras duas frentes de investigação já haviam sido autorizadas pelo ministro André Mendonça. Uma apura possíveis articulações relacionadas ao mercado de cannabis medicinal e contatos com integrantes do Ministério da Saúde e do gabinete presidencial. A segunda examina suspeitas envolvendo contratos da Dataprev e empresários ligados à área de tecnologia e segurança de dados.
A chegada do terceiro pedido ao gabinete de Dino amplia o desgaste político para o Palácio do Planalto em pleno ano eleitoral. Indicado por Lula para o Supremo, o ministro terá agora a responsabilidade de avaliar os elementos reunidos pela PF e definir se o novo braço da investigação poderá avançar — mais um capítulo de uma crise que insiste em bater à porta da família presidencial.
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