Encontro ocorreu no Palácio da Justiça enquanto a Polícia Federal avança em novas frentes de investigação envolvendo o filho do presidente Lula
O advogado Marco Aurélio de Carvalho, responsável pela defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, reuniu-se na segunda-feira, 3 de agosto, com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva. Segundo o defensor, o encontro durou aproximadamente uma hora e teve como pauta os supostos vazamentos de informações sigilosas das investigações envolvendo o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Marco Aurélio afirmou ter solicitado “providências enérgicas” para identificar servidores que eventualmente tenham divulgado dados protegidos por sigilo. O advogado também declarou que o ministro prometeu adotar medidas para apurar o episódio. A reunião chama atenção porque o Ministério da Justiça abriga administrativamente a Polícia Federal, justamente o órgão responsável pelas apurações — embora o encontro, isoladamente, não comprove qualquer tentativa de interferência.
A movimentação ocorre após a PF solicitar ao Supremo Tribunal Federal a abertura de um terceiro inquérito contra Lulinha. Uma das linhas de investigação examina suspeitas de tráfico de influência e corrupção relacionadas a negócios de cannabis medicinal e a possíveis contatos com integrantes do Ministério da Saúde e do Palácio do Planalto. A defesa nega irregularidades, critica as apurações e sustenta que estaria em curso uma tentativa de atingir eleitoralmente o presidente Lula.
Em um governo que insiste em vender transparência no atacado, a reunião exige transparência também no varejo. Cabe ao Ministério da Justiça esclarecer oficialmente a pauta completa, os participantes e os encaminhamentos adotados, preservando a autonomia da Polícia Federal e evitando que uma conversa institucional seja interpretada como tratamento privilegiado ao filho do presidente.
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