Gasolina Premium é a saída para fugir da nova mistura com 32% de etanol no Brasil

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A gasolina brasileira passou por uma nova alteração em sua composição a partir de 1º de agosto, adotando a mistura E32, que eleva o teor de etanol anidro para 32% tanto na gasolina comum quanto na aditivada.

Essa medida tem validade inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada.

Ao contrário do que muitos acreditam, optar pela gasolina aditivada não reduz a quantidade de etanol no tanque, pois a única diferença entre ela e a comum está na presença de aditivos detergentes voltados para a limpeza do sistema de alimentação.

Sendo assim, a única alternativa disponível nos postos de combustíveis para quem deseja evitar essa alta concentração é o abastecimento com gasolina premium.

A gasolina premium, a exemplo da Petrobras Podium, Shell V-Power Racing e Ipiranga Ipimax Pro, permaneceu de fora dessa nova regra e continua operando com 25% de etanol anidro (E25).

Além da menor quantidade do biocombustível, essa categoria possui uma octanagem superior, sendo desenvolvida para motores de alto desempenho que trabalham com maior taxa de compressão.

No entanto, é importante ressaltar que abastecer um carro popular com premium não trará ganhos mágicos de potência; nesse caso, o consumidor estará pagando a mais apenas pela formulação de limpeza e pela fuga do E32.

Para os proprietários de veículos flex modernos, a mudança para a gasolina E32 não deve causar problemas mecânicos ou panes, visto que a central eletrônica desses carros já é programada para ler a mistura e lidar com proporções de até 100% de etanol.

O efeito mais provável será apenas um leve aumento no consumo de combustível, dado o menor poder energético do etanol.

Por outro lado, a atenção deve ser redobrada com carros antigos, motocicletas e veículos importados movidos exclusivamente a gasolina.

Esses projetos, muitas vezes desenvolvidos para mercados estrangeiros, possuem mangueiras e bombas mais sensíveis à ação corrosiva do etanol e à umidade que ele absorve.

Para esse grupo vulnerável, o uso da gasolina premium E25 se torna a melhor recomendação para preservar a integridade mecânica a longo prazo e garantir o funcionamento correto previsto pelas fabricantes.

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