Na dianteira, Celina vira alvo na batalha que se aproxima

Foto: Agência Brasília
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Na dianteira, Celina tem a oportunidade de conduzir o debate no DF

 

Celina Leão será o principal alvo da campanha porque reúne estrutura política, alianças partidárias e vantagem eleitoral. Arruda, Leandro Grass, Ricardo Cappelli e Érika Kokay (candidata ao Senado,  por vai atirar e ja tem feito) precisam desgastar sua imagem para impedir que a eleição seja definida pela comparação entre entregas, capacidade administrativa e condições reais de governabilidade.

Cappelli tentará explorar a crise de 8 de janeiro, mas também carregará o peso de ter sido o interventor federal na Segurança Pública do Distrito Federal. Embora tenha assumido depois das invasões, sua passagem está ligada a uma medida excepcional que afastou o DF do comando de sua própria segurança, promoveu mudanças na cúpula das forças policiais e deixou consequências institucionais e políticas profundas para Brasília.

Celina deve lembrar que Cappelli representa o grupo político de Lula e chegou ao cenário local pela porta de uma intervenção federal, não pelo voto dos brasilienses.

Arruda, por sua vez, tentará transformar a eleição em um julgamento da atual gestão, mas enfrentará inevitavelmente o próprio passado. O ex-governador acumula condenações em processos derivados da Operação Caixa de Pandora, incluindo decisões por improbidade administrativa, suspensão de direitos políticos, multas e ressarcimentos ao erário. Sua candidatura não está juridicamente assegurada: a tese utilizada para recuperar a elegibilidade depende do julgamento do Supremo Tribunal Federal e, posteriormente, da análise da Justiça Eleitoral. Até uma decisão favorável, Arruda não pode ser apresentado como um candidato com situação plenamente regular.

Leandro Grass só será relevante num eventual segundo turno, por enquanto é insignificante enquanto se começa um primeiro turno onde a prioridade para eles é a reeleição de Lula.

Celina não deverá correr atrás das provocações, mas pautar a campanha. A estratégia mais eficiente é responder com certidões, obras, indicadores, investimentos e resultados, enquanto obriga cada adversário a explicar sua trajetória: Cappelli, a intervenção; Grass e Kokay, o vínculo com o governo Lula; e Arruda, a Caixa de Pandora e a insegurança jurídica. Quem lidera não precisa gritar mais alto — precisa escolher o assunto sobre o qual os outros serão obrigados a falar.

 

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